Estudantes da rede estadual aprendem sobre empreendedorismo

Além das aulas teóricas sobre administração, inovação e marketing, alunos de escolas em tempo integral são incentivados a abrirem o próprio negócio

         Nas escolas estaduais de São Paulo, empreendedorismo, noções coorporativas e educação financeira são apresentadas aos alunos em  sala de aula. O objetivo é estimular a criatividade dos estudantes e abrir o leque de possibilidades para o futuro profissional de cada um. Uma dessas opções é justamente desenvolver o seu negócio de maneira autônoma. Para tanto, algumas unidades de tempo integral desenvolvem ações que contam com a construção, com os jovens, de uma estrutura organizacional e modelo de negócio compatíveis com a realidade atual com a possibilidade de ser colocado em prática no mercado.

        A matéria eletiva “Conectando IOT” (Internet of Things ou Internet das Coisas, em tradução livre) da EE Culto à Ciência, em Campinas, incentiva os adolescentes a estudarem sobre inovação para desenvolverem uma start up. A proposta é criar uma ferramenta tecnológica que ajude a resolver um problema social. Uma das iniciativas apresentadas pelos alunos foi um aplicativo para celular que colabora no combate a casos de assédio no transporte público. A ideia é fazer um sistema automático que consiga identificar possíveis casos de assédio pelas câmeras de segurança dos ônibus, e que quando os casos forem detectados dispare um alarme para alertar os usuários.

O objetivo de aprendizagem da disciplina é que a turma não só seja capaz de formatar a criação de uma start up, mas também de apresenta-la de maneira adequada a investidores, o chamado pitching. “A nossa preocupação é dar subsídios para que os estudantes possam tirar seus sonhos do papel. Sabemos que não basta ter uma ideia ótima. É preciso saber estrutura-la e torna-la viável”, comenta o professor da disciplina, Anderson Vieira dos Santos.

A EE José Geraldo Vieira, em Osasco, oferece a disciplina eletiva de “Arquitetura, urbanismo, paisagismo e empreendedorismo”. Nela, os alunos se mobilizam para pensar melhorias no urbanismo da escola, cuidam dos jardins e produzem artigos de marcenaria como bancos e pallets para serem utilizados pela comunidade escolar. A ementa ainda conta com o suporte de uma equipe de coaching empresarial que orienta como fazer a estrutura organizacional e financeira de uma empresa desse nicho.

O Diretor Pedagógico da unidade explica que a aula de empreendedorismo vem de encontro com a ideia do Programa de Ensino Integral que é dar autonomia aos jovens para que sejam protagonistas da própria vida. “Os estudantes se organizam para executar o que querem, ganham noção de responsabilidade. Quando entrarem no mercado de trabalho ou abrirem o próprio negócio já saberão como agir”, conta o professor Teder Roberto Sacoman, diretor da unidade.